Dez dias de competicao, doze areas de tatame funcionando ao mesmo tempo e um numero que resume o tamanho do jiu-jitsu brasileiro hoje: quase 8 mil atletas inscritos. O Campeonato Brasileiro 2026 da IBJJF, disputado no Ginasio Poliesportivo Jose Correa, em Barueri, bateu o recorde historico de participacao do evento.
Dez dias, doze areas, quase oito mil atletas
O Brasileiro aconteceu entre 24 de abril e 3 de maio, dividido por faixa, genero, idade e peso, o que explica a maratona de dez dias corridos. Ao final, foram 2200 medalhas distribuidas entre 1931 atletas, espalhadas por 623 categorias diferentes: 621 ouros, 591 pratas e 988 bronzes. Sao numeros de um campeonato nacional que, na pratica, já funciona como um pequeno mundial, dado o tamanho da base de praticantes que ele mobiliza só no Brasil.
A cobertura completa ficou por conta do FloGrappling, que transmitiu ao vivo as doze areas simultaneas ao longo dos dez dias, um desafio logístico e tanto pra qualquer emissora esportiva.
As favoritas confirmaram o favoritismo
Na chave feminina de faixa-preta, o roteiro seguiu majoritariamente o esperado. Nomes como Sarah Galvao, as irmas Funegra, Gabi Pessanha, Mayssa Bastos, Elisabeth Clay e Yara Soares levaram suas respectivas categorias, reforcando um dominio que essas atletas ja vinham demonstrando na temporada. Quando o favoritismo se confirma dessa forma, tao concentrado num grupo pequeno de nomes, fica mais facil enxergar quem vai brigar pelas vagas de destaque nos proximos mundiais e absolutos.
Zebras na chave masculina
Do lado masculino, o Brasileiro reservou mais surpresas. Diferente da chave feminina, varias categorias tiveram resultados fora do previsto, com atletas menos cotados avancando alem do que as apostas indicavam antes do campeonato comecar. E dificil apontar um unico fator por tras disso: pode ser o desgaste de uma temporada longa pesando sobre os favoritos, pode ser a nova geracao amadurecendo mais rapido do que o esperado. O fato é que o masculino trouxe menos previsibilidade, e isso, pra quem acompanha o esporte, costuma ser o que sobra de mais interessante num campeonato desse tamanho.
Por que o Brasileiro segue sendo a prova mais dura do calendario
Nenhum outro evento do calendario nacional junta tanta gente competindo pelo mesmo objetivo ao mesmo tempo. É essa concentração que torna o Brasileiro um termometro tao confiavel: nao adianta ser bom só na sua academia ou na sua regiao quando o torneio inteiro do pais desce pro mesmo ginasio, na mesma semana, competindo pela mesma faixa. O recorde de quase 8 mil inscritos em 2026 deixa uma pergunta em aberto pras proximas edicoes: ate onde esse numero ainda pode crescer antes de o formato precisar mudar?





