Faixa-preta, professor e arbitro credenciado, Marcos Aurelio Ormindo Conceicao encerrou o Atlanta International Open com um retrospecto que resume bem o que ele vem buscando na temporada: consistencia no Gi e domínio no No-Gi. No evento da PBJJF, valido pela Season 2026, ele subiu ao podio duas vezes no mesmo dia, competindo na categoria e tambem no absoluto adulto.
Bronze no Gi, disputando acima do peso e da categoria
No Gi, Marcos fechou em terceiro lugar. A campanha incluiu a categoria e o absoluto adulto na mesma manha, um formato que exige recuperacao rapida entre as lutas e que testa o condicionamento tanto quanto a tecnica. O bronze veio depois de rounds duros contra atletas de faixa-preta, num dia em que o cansaco pesava tanto quanto o adversario da frente.
Nao foi o resultado mais alto do dia, mas fechar no podio competindo em duas frentes diferentes já diz algo sobre a resistencia de quem organiza a rotina entre dar aula, apitar mesa e ainda assim manter o proprio jogo afiado.
O ouro que fechou o dia no No-Gi
A tarde foi de virada. Sem kimono, Marcos impôs o ritmo que gosta de jogar: pressao constante, transicoes rapidas e finalizacao no momento certo. O resultado foi o ouro na categoria, a medalha que ele segura sorrindo nas fotos do evento, com a faixa preta ainda amarrada e o cansaco do dia estampado no rosto.
A diferenca entre o Gi e o No-Gi costuma ser mais mental do que tecnica para quem treina os dois formatos ha anos. Ele conhece bem essa transicao: troca o kimono pela rashguard e ajusta o jogo para um jiu-jitsu mais dinamico, sem as pegadas tradicionais.
Atlanta International Open e a temporada 2026 da PBJJF
O Atlanta International Open reuniu atletas de diferentes equipes dos Estados Unidos na disputa por vagas e pontuacao dentro do calendario da PBJJF em 2026. Para competidores que vivem fora do eixo tradicional do Rio e de Sao Paulo, esses torneios internacionais funcionam como termometro: mostram se o jogo desenvolvido no dia a dia da academia resiste a adversarios de outras escolas e outros paises.
Marcos vinha de uma sequencia de competicoes na temporada e usou Atlanta como mais um capitulo dessa caminhada, antes de embarcar para outros torneios internacionais nas semanas seguintes.
Tatame, apito e sala de aula
Fora dos tatames de competicao, Marcos Aurelio Ormindo Conceicao segue a rotina de quem vive o jiu-jitsu por todos os angulos possiveis. Da aula como professor, apita campeonatos como arbitro credenciado e ainda encontra tempo para competir na propria categoria. Poucos atletas amadores conciliam os tres papeis ao mesmo tempo, e é isso que da a ele uma leitura de jogo pouco comum: quem apita entende o jiu-jitsu de um jeito que so quem esta na cadeira do arbitro consegue enxergar.
Com o bronze no Gi e o ouro no No-Gi guardados na mala, o proximo passo é natural para quem nao costuma ficar parado: seguir competindo, seguir apitando e seguir levando o jiu-jitsu brasileiro para dentro da sala de aula, categoria depois de categoria.





