Anos. Foi esse o tempo que o faixa-preta Marcos Aurélio Ormindo Conceição passou longe dos tatames da IBJJF, a federação mais competitiva do Jiu-Jitsu mundial. Voltar já seria um feito. Voltar e subir ao pódio, então, virou história. E ele fez mais: pisou no lugar dos medalhistas na categoria com kimono disputando duas categorias acima da sua, no Charlotte Spring International Open.
Competir de kimono na IBJJF depois de tanto tempo parado é encarar de frente o próprio receio. Marcos encarou, e não voltou de mãos vazias.
O tamanho do desafio
Subir uma categoria já é ousado. Subir duas é declaração de intenção. Foi o que Marcos fez em Charlotte, entrando numa chave acima do seu peso natural, contra adversários maiores, e ainda assim achando caminho até o pódio. Faixa-preta não tem atalho, e ele provou isso pegando o mais difícil.
O peso de voltar à IBJJF
A IBJJF não perdoa. Chave cheia, arbitragem rígida, atletas do mundo inteiro. Para quem ficou anos sem competir nesse circuito, cada detalhe pesa: a pesagem, a chamada, a adrenalina de um formato que cobra o ponto e a postura. Marcos reencontrou tudo isso de uma vez e respondeu com a maturidade de quem conhece o jogo.
Bronze com gosto de vitória
No fim, veio o bronze na Master 1 do Gi. Mas medalha, às vezes, conta só metade da história. O terceiro lugar de quem sobe duas categorias e volta de anos parado vale bem mais do que a cor sugere. É a prova de que técnica não enferruja, só espera a chance de voltar ao tatame.
Uma volta que é começo
Charlotte não foi ponto final, foi largada. O retorno à IBJJF recoloca Marcos no mapa competitivo e abre caminho para os próximos desafios da temporada. Se o reencontro com o kimono já rendeu pódio contra adversários maiores, o recado para o resto do ano está dado.
O tatame tem dessas, sabe reconhecer quem nunca deixou de ser competidor. E você, quanto tempo aguentaria longe da competição? Comenta aí.




